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A minha luta contra o cancro - Partilhar experiências
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dos dias mais felizes da minha Vida.

 Como é possivel tanta felicidade
A Farda com que me foi feito o exame no Hospital Privado do Porto.

Será assim seguramente... 
Dar a conhecer bons exemplos não é a melhor forma de incentivar mas a única.


Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Não, não se trata  de um técnico de saúde mas de um doente onclógico, a quem a doença foi diagnosticada a uma semana e pouco, mas que tudo fará para poder partilhar aquilo que vier a ser o evoluir da doença.
Fui buscar os exames e dirigi-me ao Hospital da Arrábida, onde estou a ser acompanhado e este exame será conclusivo se a operação cirurgica será para breve ou se antes é necessário um tratamento que anteceda a operação. Este tipo de operação é como o melão de Alemeirm só depois de aberto o cirurgião tira a sua conclusão.
Vou propor amanhã em reunião de Direcção da GADATA e que conta com o apoio da Presidente da Assembleia Geral para que caso seja aprovada seja convocada uma Assembleia Geral para apresentação aos sócios da Criação de uma Secção apoiada pela  AssociaçãoGADATA  de uma Secção de Luta Contra o Cancro. 
Nota: Esta Secção terá total autonomia no estreito cumprimento dos Estatutos e regimento Interno da GADATA, aos qquaais serão apensadas as deliberações tomadas em Assemblreia Geral.

Apelo de Uma Filha de um Pai Portador de Cancro.

PERCAM UM MINUTO A LER ISTO.
- Todos temos desejos de ter um carro novo, um novo telemóvel e reduzir peso.
Um paciente com cancro só tem dersejo de lutar contra a sua doença.
Sei que 97% de vós não vai colar este post no vosso mural, mas dos meus amigos mais de 3% estou certo de que o fará.
Coloca isto no teu moral em honra de alguém que tenha morrido de cancro ou está a LUTAR contra ele!!
Obrigado/a

Quando fui visitar o Facebook para assinalar a data dos meus 25 anos de Abstinência Alcoólica deparei com a mensagem a cima escrita por minha filha Carla Florbela. Foi uma das prendas mais lindas e motivadoras que poderia ter recebido e vinda de alguém que me tem acoompanhado ao Hospital da Arrábida e do Privado do Porto para exames realcoinamos com o cancro que me foi diagnosticado no Esófalo.
Em choro constante o coração levou-me na altura a escrever o seguinte:

Não esperava chorar a esta hora. não resisti...
Obrigada em homenagem à memória do teuavô/meu Pai e agora a mim próprio.
Acredita que vou vencer e poder ajudar a prevenir a que outros lutem e vençam.
O querer tem muita força
Querer é poder e se venci a dependência alcool e comemoro hoje 25 anos de abstinência também vou vencer o cancro no esófolo que por lapso escrevi no Facebook Tiróide.
Importanteé pedir e viver um dia de cada vez e partilhá-lo com grande intensidade.
No meu/nosso blogue eucontraelas.blogspot.com
Vamos Acreditar, Lutar e Vencer.
Meus beijos queridos deste teu Pai que te adora.

Hoje tal como há vinte e cinco anos quando partia para o S. Domingos da Serra o que farei daqui a pouco fica registada a minha ambição de servir nesta NOVA ETAPA e vou propor aos meus colegas de Direcção da GADATA - Grupo de Apoio a Doentes Alcoólicos Tratados e Abstinentes uma Parceria com um Grupo  Dinamizador de Apoio Doentes Portadores de Cancro.
Enquanto e durar o periodo da sua formação ela ser apoiada pela nossa associação GADATA.
Mas o G.D.A. D.P.C. - Grupo Dinamizador de Apoio a Doentes Portadores de Cancro começa hoje aqui comigo como primeiro membro subscritor e independentemente de ser aceite a proposta pela GADATA esta Nova Etapa é irreversivel.
A Adesão será livre.
Uma simples palavra ou gesto pode permitir viver uma vida plena de dignidade humana.
Apoie
O Proponente: Valdemar Gonaçalves da Rocha (Ferreira Marinheiro)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Maleitas na Familia....A Minha Mãe

Ainda na meia idade de então, a entrar nos cinquenta. A minha progentiora começou a ser confrontada de quando em vez com alguns problemas de saúde que ía superando por ser uma pessoa que seguia rigorosamente o que lhe era recomendado pelos médicos.
Sofria da Vesicula e quase ficou cega motivado pelas cataracas. Mas q foi operada com êxito o que lhe permitiu ver razoavelmente até ao fim dos seus dias.
A coisa que mais a atormentava eram as atrozes numa das pernas que lhe causavam dificuldades no andar e lhe provocavam fortes dores quando caminhava.
Dizia ela: que, escolher entre a morte e dar trabalho aos filhos, preferia de longe a primeira.
Viveu até aos oitenta e três anos e a pé cochino andava duas a três horas por dia, mesmo quando agarrada à sua bengalita e com o braço enfiado num acompanhante.  Nunca se deixou vencer.
Foi fazer uns exames de rotina e juntamente com a minha Irmã foi mostrá-las ao médico.
Este ao vê-los: ficou surpreendido, e desabafou que estavam melhores que nunca!!!
Concluiu : - Ainda vamos ter Dona Elisa por mais uns anos. Uma Irmã dela tinha vivido até aos 103.
Puro engano.
Veio com a minha Irmã,  cerca de uma hora depois disso entrou em coma profundo e manteve-se nesse estado mais uns dias, tendo falecido.
Foi a a morte que ela merecia.
Fez-se justiça.
Porque a minha Mãe era uma Senhora bondosa ao ponto de nunca ter feito mal a ninguérm e dentro das poucas possibilidades que dispunha pela vida dura que viveu, mas sempre ter uma malga de caldo para dar a um pobre que por ali viersse.
Uma pobre houve que semanalmente édurante anos, que lá vinha comer a sopa servida pela minha Mãe.
Honro-me não de ter tido uma Mãe Santa.
Mas tive isso sim:
Uma Santa Mãe.
Mãe minha que perdura diárimente no meu coração e não me canso de falar nos seus exemplos.
Morreu como desejava.
Obrigada Mãe. Por teres aceitado ser  minha Mãe e me teres apoiado em todas  as fases da minha vida.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Obrigar o meu Pai a assinara operação... Foi terrivel

Dirigi-me então com o meu Pai ao Instituto de Onclogia para aquela que seria a última oportunidade de poder ser operado.
Enquanto o Director do Instituto de então, "infelizmente já  falecido" e tratando-se de um ser humano fabuloso e de uma enorme competência profissional
No dialogo entre médico e paciente continuava meu Pai a recusar a ser operado. Pedi ao Doutor se lhe poderia dirigir uma palavra em particular; prontamente acedeu e quando lhe perguntei: se apesar de morrer tão rápidamente as pessoas daquela doença sem compromissos, mas como ser humano se lhe parecia que o caso do meu Pai seria de alguma esperança.
Disse-me que sim. E mesmo que não o fosse, a operação à Laringe permitia-lhe ter uma morte tranquíla e não morrer abafado.
Entrei para dentro e dei duas opções a meu Pai: ou assinava o termo de responsabilidade da operação, ou então ficava ali entregue a si mesmo... e que seria rejeitado pela totalidade dos filhos. Que essa decisão nós já a tinahmos tomado em conjunto. (Nunca o faríamos era apenas um método utilizado a levá-lo a assinar).
A chorar deixou de insistir. Então meti-lhe a esfe´rográfica nos dedos,  peguei-lhe na mão ,e ele assinou.
Ocorreu a operação na Ordem de S. Francisco, no dia seguinte fomos visitá-lo, quando vi tantos tubos ligados fiquei horrorisado, parecia uma central eléctrica.
Vim-me embora e andei largos dias a passar mal, quase como com a criminar-me pelo acto que tinha assumido.
Passaram-se longos meses e por vezes as coisas foram muito difícieis, como por exemplo quando foi a celebre greve dos médicos, e não fosse terem aberto uma excepção e o terem atendido ele tinha ali embarcado.
Teve felizmente uma longa vida e mesmo não pronunciando as palavras, nós percebiamo-lo perfeitamente e ele ainda tinha a vantagem de escrever razoável.
Durante vários anos foi o doente mor do Instituo por ter o galardão de mais antigo.
Veio mais tarde a reaparecer-lhe um outro cancro no pulmão, que acabaria por o vitimar, mas  ainda resistiu dezoito meses.
Durante muito tempo visitei e acompanhei o meu progenitor ao IPO. O amor com que os Amigos do IPO em regime de voluntariado os apoiavam mentalmente e que eles doentes com essa força mental superavam as dores provocadas pela doença.
Assisti a exemplos que nunca mais esqueci, nem esquecerei. A forma como suportavam a dor, e acreditavam que o dia de amanhã lhe traria melhoras e muitos deles em fase terminal e até alguns pereceram nesse dia de conversas que lhes ouvi.
Crer é mesmo poder.
Todos os momentos da vida são preciosissimos.Lutar contra ela doença não é ser herói, é saber servir uma boa causa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Doenças = Um pouco de história

 Finais dos anos setenta principios de oitenta, foi detectada uma  doença cancerosa ao meu Pai, doença essa na Laringe e numa altura em que essa mesma doença era quase fatal.
Depois de um arrastar pelo seu médico de familia de então, acabou por imposição de minha Irmã que o acompanhava decidir-se a enviá-lo para uma consulta no IPO (Instituo Português de Oncologia) Porto, foi por essas alturas que também foi detectado cancro a Pedroto e Monteiro da Costa, que não resistiram à dooença, apesar de se terem ido tratar a Inglaterra.
Minha Irmã foi acompanhando o meu Pai ao IPO, enquanto ele pode resistir a se  transportar na Carreira, para depois durante anos sermos nós a o transportá-lo nos nossos carros.
Foi então proposto a meu Pai a operação a qual lhe retiraria a voz na totalidade, isto numa altura em que a rouquidão se apoderava e a sua voz já não se percebia as palavras, mas que mesmo assim meu pai, recusava ser operado porque não queria ficar sem voz e com um buraco aberto.
Recusou-se duas vezes e pretendia continuar a recusar numa terceira, o que levaria o Hospital a abandonar a asssistência, uma vez que caso não fosse operado, nada mais havia a fazer.
Reunimos os Filhos e foi decidido que teriamos uma conversa com o cirurgião e de acordo com as previsões médicas actuariamos em conformidade indo ao ponto de o pressionar inclusise ameaçando de abandono caso ele não aceitasse ser operado....
Ficou deliberado ser eu como filho mais velho contactar o médico no dia da consulta, a qual  seria decisiva para a sua aceitação ou não.
Falei com o Médico... A decisão = continua a seguir.

domingo, 31 de julho de 2011

Doença Diagnosticada.= Só Morremos quando deixamos de estar nos Corações de alguém.

Por vezes atrapalhamos mais quem nos quer bem, de que a nós próprios quando nos é dado a conhecer um problema seja de grau acrescido de dificuldade ou outro, mesmo até podendo se perceber que se trata de um problema gravíssimo e no caso concreto mesmo que seja de saúde.
A vida proporciona-nos coisas maravilhosas de entre elas o poder viver entre o nascer e o morrer.
Oferece-nos a possibilidade de neste espaço, depender de nós se essa passagem tem significado, e se o mesmo nos poderá perpetuar ou então se somos um ser que durante  esse intervalo apenas vegetamos, e que quando morrermos vamos para uma vala comum e ali se acaba toda uma vida que nunca o foi.
Nas minhas quase sete dezenas de anos, fiz coisas, boas muito boas e maravilhosas.
Juntei-lhe também muitos pontos negros e mesmo até pretos.
No total se tivesse de optar por trocar de vida!!! Só o aceitaria fazer, trocando pela que vivi sem nada lhe retirar, inclusivé os pontos pretos.
Porque foram esses  em  grande escala os que que me ensinaram e em parte obrigaram a crescer como homem solidário, ter podido partilhar e hoje poder apresentar um bilhete identidade, onde pode constar muitas caras, das que ajudei a recuperar e de certa forma contribuír, para que tenham voltado a viver uma vida plena de dignidade e alguns até pela primeira vez conheceram essa nova vida.
Tudo isto vem a propósito de umas análises que fui fazer e me foi diagnosticado uma grave doença.
Pois será desta doença e da forma com irei lidar com ela, juntando-lhe  a vontade que existe dentro de mim e no seguimento de outras tarefas solidárias que desempenho como por exemplo ser Presidente, Fundador e Monitor de uma Asssociação de Prevenção e Tratatamento a Doentes Alcoólicos Tratdos e Abstinentes G.A.D.A.T.A. e partindo dessaas vastas experiências poder ser prestável nesta nova frente. Vontade certamenter não me irá faltar e espero pela minha partilhar e poder contar com amigos e experiências:
- Como lidar com a doença e viver com dignidade.
O repto está lançado vamos ao trabalho.
Não é importante saber quantos  seremos... Importante sim: é, que este blogue seja uma mais valia e ajude na troca de experiências e a minimizar e ajudar a manter alta a moral de quem sofre.
Aprendermos todos juntos a relatar as nossas experiências e com elas minimizar o sofriemento.
Somos mais fortes quando vivemos em grupo e partilhamos os nossos problemas.
VAMOS VIVER COM DIGNIDADE  = AJUDAR SER  AJUDADO

A Herança!

Engano nosso se pensamos que só à morte do nosso pai é que tomamos posse da herança que nos deixou.